Publicado por: geama | 23/05/2012

Um conto, um desenho, uma música

O GEAMA comemorou em Maio 8 anos de trabalho. Para celebrarmos a ocasião, fizemos um sarau artístico com várias produções inéditas dos integrantes do GEAMA. Confira abaixo algumas delas e fique ligado nos próximos posts para conhecer outras!

Começaremos com um conto, um desenho e uma música. Esperamos que gostem!

A menina pequena que amava grande

Era uma vez uma menina, mas essa menina não era uma simples menina. Ela era diferente das outras pessoas que geralmente se encontram por aí. Ela tinha algo de especial, porque via a vida de uma forma especial. Ela se sentia um pouco perdida por sentir tudo diferente dos outros, mas mesmo assim não deixava de amar todos. Sentia vontade de sorrir para todo mundo, mesmo quando a vida não sorria para ela.

NOSSA CASA – André Luís Corrêa (2012)
Pastel seco sobre papel Canson Mi-teintes marrom

Sentindo-se incompreendida na maioria das vezes, a menina continuava a amar todos. E ela amava demais! Às vezes nem sabia o que fazer com aquele amor todo. A menina era muito pequena e seu coração também não conseguia ser tão grande para comportar todo aquele amor pelo mundo, pela vida, pelas pessoas. Como faria para aquele amor caber todinho dentro dela? Não achava a solução, mas não queria parar de amar nem um pouquinho que fosse!

Então a menina recebeu uma visita de um moço bigodudo que tinha uma testa grande e um olhar doce. Esse moço disse que vinha em nome de outro moço cabeludo e de olhar mais doce ainda. Disse também que ela não deveria ter medo de continuar amando e que lhe daria um presente. A menina então conheceu pessoas que eram semelhantes a ela, que também sorriam excessivamente e tinham vontades estranhas de mudar o mundo. Descobriu então que não era única e era, na verdade, muito comum na sua diferença.

Mas, se antes ela já amava as pessoas que não a compreendiam e o amor já não cabia, como faria agora com tanta gente que a abraçava forte, sorria claro e despertava um amor ainda maior do que tudo que conhecia? Como faria para sentir toda aquela grandeza dentro de seu pequeno coração? Nesse momento de dúvida, ela lembrou do moço do bigode lhe dizendo que tudo ficaria bem e, de repente, ela percebeu que seu pequeno coração se multiplicara e, onde havia apenas um coração, passaram a existir três corações. E nesses três corações cabia o amor que sentia por todas aquelas pessoas e pelo mundo inteirinho. A menina então sorriu aliviada, querendo amar cada vez mais e ajudar todas as outras pessoas do mundo a multiplicarem seus próprios corações.

Carol Barra

Pedireis e Obtereis – Patrícia Otranto:


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