Publicado por: geama | 16/12/2011

Evangelho na Arte – Ópera

A palavra Ópera vem do latim “opus” e significa “obra”. Ela surgiu da união da poesia dramática com a música, ainda na Grécia antiga. Grandes dramaturgos, como Sófocles (496-406 a.C.), já usavam corais musicais na encenação das tragédias gregas. A Ópera tal como conhecemos hoje teria surgido no século 16, na Itália. Músicos, cantores, poetas e atores se reuniam para produzir espetáculos batizados de “comédias madrigais”. Dafne, de 1598, é reconhecida como a primeira obra do gênero.

De lá pra cá, muita coisa já foi cantada e encenada, inclusive o Evangelho.

Uma dessas óperas é Salomé, de Richard Strauss, cuja história está no Evangelho de Marcos (6:21-28):

“Aconteceu então que Herodes, no dia de seu aniversário, deu um banquete a seus nobres, oficiais, e altos dignitários da Galiléia. Durante o banquete dançou a filha de Herodíades, a qual muito agradou a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à donzela: Pede-me o que queres, e to darei. E prometeu em juramento: Dar-te-ei o que quiseres, ainda que seja a metade do meu reino. Ela foi perguntar à sua mãe: Que queres tu que eu peça? Esta respondeu: a cabeça de João Batista. A donzela foi ter com Herodes e lhe respondeu: quero que me entregues numa bandeja a cabeça de João Batista. O rei se entristeceu, mas não quis negar o pedido, visto que o havia jurado na presença de seus convidados. No mesmo instante, ordenou a um verdugo que trouxesse a cabeça de João. Este foi ao cárcere e cortou a cabeça do profeta. Logo, trazendo-a numa bandeja, entregou-a à donzela, e esta foi ofertá-la à sua mãe.”

Dentro do Movimento Espírita encontramos a ópera Ciro e Célia – Uma História de Amor, por Alba das Graças Pereira. A obra é inspirada no livro 50 Anos Depois, de Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier.

Saindo um pouco do Novo Testamento, encontraremos duas outras óperas que relatam passagens do Velho Testamento.

Uma delas é Nabucco, uma ópera em quatro atos de Giuseppe Verdi que conta a história de Nabucodonosor (Livro de Daniel), rei da Babilônia, que é subjugado pelo genocídio do povo hebreu de Jerusalém.

Baseada nos capítulos 13 a 16 do Livro dos Juízes, temos a ópera Sansão e Dalila, composta pelo francês Camille Saint-Saëns. Dividida em três atos, narra a clássica história do homem que foi forte o suficiente para derrotar os inimigos de Israel, os filisteus, mas não o suficiente para resistir aos encantos de Dalila.

E como o assunto é o Evangelho, lembramos de Francisco de Assis, que tão bem soube colocar em prática as mensagens do Cristo. Essa montagem de “La Ópera de Asís“, do francês Olivier Messaien, foi apresentada em 2011 na Arena de Madri.

Música, poesia e dramaturgia juntas. As diversas artes se unindo, se completando por uma só mensagem, por um só objetivo, assim como cada palavra proferida pelo nosso Mestre e Maestro, Jesus. Que possamos sempre cantar com Ele.

Ricardo Hautequestt

Equipe do Blog


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