Publicado por: geama | 25/11/2011

Música na Arte Espírita – Efeitos sobre nós

Como será a influência da música em nossos corpos?

Na edição de 21 de Fevereiro de 2008, a revista científica Brain divulgou um estudo realizado por cientistas da Universidade de Helsinque, na Finlândia, com 60 pacientes internados que sofreram derrame cerebral.

Os 60 pacientes foram divididos em três grupos. O primeiro foi formado por pacientes que foram expostos à audição musical por duas horas diárias. O segundo, por pacientes que ouviam livros-áudio. O terceiro grupo não ficou exposto a nenhum tipo de estímulo auditivo.

Após três meses de acompanhamento, os cientistas observaram que a memória verbal melhorara 60% entre os pacientes que ouviam música, comparado com apenas 18% do grupo dos livros-áudio e 29% entre os pacientes que não receberam estímulos auditivos. A pesquisa demonstrou ainda que os pacientes que ouviram música durante a recuperação revelaram uma melhora de 17% na concentração e na habilidade de controlar e realizar operações mentais e resolver problemas. (Para ler o estudo completo, clique aqui)

O compositor italiano Gioachino Antonio Rossini, autor de música sacra, de música de câmara e de 39 óperas, dentre elas as célebres O barbeiro de Sevilha e Cinderela, escreveu: “A influência da música sobre a alma, sobre o seu progresso moral, é reconhecida por todo o mundo. A harmonia coloca a alma sob o poder de um sentimento que a desmaterializa. Tal sentimento existe num certo grau, mas se desenvolve sob a ação de um sentimento similar mais elevado. A música exerce uma influência feliz sobre a alma. E a alma, que concebe a música, também exerce sua influência sobre a música. A alma virtuosa, que tem a paixão do bem, do belo, do grande, e que adquiriu harmonia, produzirá obras-primas capazes de penetrar as almas mais encouraçadas e de comovê-las”. Por fim, diz o compositor, que “moralizando os homens, o Espiritismo exercerá grande influência sobre a música. Produzirá mais compositores virtuosos, que comunicarão suas virtudes, fazendo ouvir suas composições”.

Cita o Esteta no livro Espiritismo na Arte: “No espaço, como vocês sabem, não possuímos instrumentos; são nossos perispírito que recebem as ondas transmissoras do pensamento musical. Também será preciso impregnar diretamente os seres que devem receber ondas dessa natureza. Assim como os outros artistas, o espírito evoluído no sentido musical, e que pode experimentar sensações infinitamente suaves e sutis, pode também transmiti-las com o auxílio dos seus instrumentos, e por intermédio do cérebro de um dos seus intérpretes.”

Utilizemos a música em nossa vida. Selecionemos a boa música, a música que emociona, que eleva. Não há necessidade de se ouvir somente música erudita, clássica. Há compositores populares, de tantos países, com músicas belíssimas, que encantam os que as escutam.

Porém, evitemos as músicas que nos perturbam a mente, que nos impulsionam à descrença, à destruição, à desarmonia íntima. Busquemos as que possam fazer que nossa alma cresça, enchendo-se de sons, de harmonia, de beleza. A música é uma forma de se obter a paz interior que tanto buscamos.

A seguir colocamos dois vídeos. O primeiro é a música Largo ao factotum, a ária mais famosa da ópera “O barbeiro de Sevilha”. O segundo é a música Aos pés do monte, de Tim e Vanessa, que impressiona pelo sentimento contido tanto na letra quanto na interpretação.

Equipe do Blog


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