Publicado por: geama | 14/10/2011

Música na Arte Espírita – A percepção

A música do plano espiritual se propaga sobre as moléculas fluídicas. O que para nós é sonoridade, no plano espiritual podemos mal comparar com tonalidade. As “ondas musicais” percorrem os campos vibratórios e impressionam a quem as “ouvem”, semelhante a quando ouvimos, aqui no plano terrestre, uma gama de sons harmonizados.

No livro Espiritismo na Arte, de Léon Denis, o assunto da percepção da harmonia musical é abordado: “Quando na Terra uma nota é tocada em tom maior, ela lhes transmitirá uma sensação de alegria plena e absoluta. Se ela é menor, ao contrário, seu cérebro experimentará uma sensação de profundidade, algumas vezes de tristeza ou de grande dor, conforme a modulação dos acordes e o número de notas tocadas. Portanto, a esses dois grandes princípios, maior e menor, correspondem duas sensações: alegria e dor. Entre essas notas há uma infinidade de combinações que, por isso mesmo, formarão imagens. Assim como o escultor forma uma imagem virtual, o grupo de notas, os acordes, segundo sejam modulados em maior ou menor, formarão por seu estilo uma série de pensamentos que se tornam mais ou menos compreensíveis de acordo com a evolução dos tipos de música.”

A percepção de alegria ou de dor muda de pessoa para pessoa, de espírito para espírito. Tanto em intensidade, quanto na forma de expressão. A música nos afeta de maneiras diferentes. Se podemos observar pinturas diferentes e extrairmos sensações ou sentimentos diferentes, não seria diferente com a música. Uma mesma música pode nos causar sensações diferentes de acordo com o nosso momento.

Uma mensagem de Rossini, descrita no Jornal de Estudos Psicológicos (Março-1869),  diz: “Entre vós, tudo é grosseiro: o instrumento de tradução e o instrumento de percepção. Entre nós tudo é sutil: vós tendes o ar, nós temos o éter; tendes o órgão que obstrui e vela; em nós a percepção é direta e nada a vela. Entre vós, o autor é traduzido; entre nós, fala sem intermediário e na linguagem que exprime todas as concepções. E, contudo, essas harmonias têm a mesma fonte, como a luz da Lua tem a mesma fonte que a do Sol; assim como a luz da Lua é o reflexo da luz do Sol, a harmonia da Terra não passa de reflexo da harmonia do espaço. ”

Ainda temos muito que aprender, muito a estudar, muito a descobrir…

Abaixo encontram-se dois vídeos. O primeiro trata-se da obra “Primavera” de Vivaldi, em tom maior. O segundo, “Inverno”, também de Vivaldi, foi composta em tom menor. Percebam a diferença de emoções que elas trasmitem.

Equipe do Blog


Responses

  1. Bela matéria! Bela música! Parabéns!!!


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