Publicado por: geama | 26/08/2011

A Arte em Nosso Lar

André Luiz e Lísias nos Campos da Música em Nosso Lar. | fonte: http://www.projetoimagem.com.br

Queridos visitantes,

Abaixo segue um texto escrito pelo nosso amigo Gabriel Zanatta especialmente para o Blog do GEAMA. Não deixem de conferir!

Equipe do Blog

A magna obra da lavra de Chico Xavier, Nosso Lar, que a princípio pode parecer ser um livro simplório e até mesmo digno de ficção científica, para olhos mais atentos é um tratado sobre a vida nas dimensões imediatas à Terra.

Por ser uma colônia de transição, Nosso Lar possui características que nos ligam tanto às esferas superiores quanto que nos lembram ainda da nossa condição humana, podendo afirmar com segurança que Nosso Lar é o modelo humano de plano regenerado, pois o que seria a regeneração da Terra se não a possibilidade de chegarmos à transição entre a forma humana e a espiritualidade celeste?

E assim, convido os amigos a me acompanharem no capítulo 45 de “Nosso Lar”, intitulado de “No campo da música”.

André Luiz, após longo período de trabalho nas câmaras de Nosso Lar, é convidado por seu amigo Lísias a um pequeno descanso em uma paragem dentro da colônia espiritual chamada de campo da música, que impressionou sobremaneira o nosso personagem.

“Havíamos alcançado as cercanias do Campo da Música. Luzes de indiscritível beleza banhavam extenso parque, onde se ostentavam encantamentos de verdadeiro conto de fadas. Fontes luminosas traçavam quadros surpreendentes: um espetáculo absolutamente novo para mim”.

 Nessa passagem, temos em destaque a beleza que envolve o Campo da Música. Na espiritualidade a arte está invariavelmente ligada à estética de ordem superior. Ao contrário da Terra, aonde a arte na maioria das vezes está ligada ao enaltecimento dos vícios e das paixões mundanas, a arte nos planos espirituais exalta a beleza divina, evoluindo de plano em plano em beleza e sublimidade, sempre de acordo com a capacidade de entendimento do Ente Divino. Arte no mundo maior é uma eterna homenagem para com Deus, para com a Vida e para com a Criação.

Lísias, continua, explicando para André Luiz o funcionamento do Campo da Música.

“ – Nas extremidades do Campo, temos certas manifestações que atendem ao gosto pessoal de cada grupo dos que ainda não podem entender a arte sublime; mas, no centro, temos a música universal e divina, a arte santificada, por excelência”.

 Ora, assim como não podemos mais conceber um mundo espiritual repleto de querubins a tocarem suas harpas em nuvens diáfanas, também não podemos achar que a morte nos torne eruditos e amantes da sabedoria universal. A capacidade de ascender às esferas superiores da vida é fruto da capacidade que temos de nos desfazermos da matéria bruta que nos envolve os pensamentos e desejos. Pessoas que alcançam isto podem pleitear novas moradas mais sublimes, porém a cultura e o amor pela arte também são conquistas da alma, não vindo gratuitamente. Por isso, a arte no mundo espiritual respeita as capacidades de cada um de assimilá-la. Todos os tipos de música e de arte continuam a serem elaborados e desenvolvidos no mundo espiritual, porém todos os espíritos tendem ao centro, aonde aqueles mais ligados à música divina contemplam a arte de louvar a Deus.

Não nos cabe ir além destas pequenas considerações, pois para a mente humana atual este é o estágio máximo de entendimento sobre as coisas espirituais que podemos compreender. Contudo, deduzimos que a arte tende sempre a se sublimar, a falar mais alto aos sentimentos, louvando Àquele que a tudo criou e ao mesmo tempo plantando na alma o desejo de amor e caridade para com o seu próximo.

Que nós, espíritas, possamos meditar um pouco sobre esta cultura espiritual, que nos parece tão utópica – visto a dimensão em que estamos domiciliados – e que sua mensagem possa nos tocar a alma ainda tão viciada nos fluidos densos da matéria. Que a arte na Terra possa ser uma eterna homenagem para com o Criador e para com a Vida, pois somente com o exemplo e a inspiração da arte é que muitos poderão finalmente acordar para a imortalidade da alma.

Gabriel Zanatta


Responses

  1. Muito legal! Que a gente possa apreciar a boa arte cada vez mais.


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