Publicado por: geama | 13/03/2010

Mãos na Obra: Quando surgem os obstáculos…

Olá, queridos amigos e leitores do Blog do GEAMA. Hoje, neste post, vamos falar de um assunto que, ao longo da história deixou marcas profundas em muitos homens que poderiam ter desenhado belas obras em favor da humanidade. Vamos conversar aqui sobre os obstáculos, esse seres, gigantes quando se nos apresentam pela frente, mas inofensivos quando nos encontramos além deles.

Em nossas vidas, os desafios são, a primeira vista, situações tão complicadas, que não conseguimos nem ao menos ver uma solução para eles. Ficamos focados no problema, estimulando, mesmo que de forma inconsciente, o sentimento de incapacidade, de inutilidade, de solidão, de fraqueza e ignorância, o que, de forma bem confortável, faz com que todos os outros nos abracem por pena, orem por nós e às vezes até mesmo resolvam nossos desafios por nós.

Parece um paradoxo, pois se admitimos nossa imperfeição e ignorância, assumindo a responsabilidade de reencarnarmos em um planeta de provas e expiações, por que fugimos destas? Não fomos nós mesmos que rogamos ao Pai que nos fossem enviadas provações a fim de nos mostrarmos fiéis servidores no caminho da resignação? Mas não é isso que ocorre na maioria dos casos. Entramos na carne, nos vemos esquecidos de nossas vidas pretéritas e, ao sermos deparados com o método educativo impositivo e decorado e as proibições e liberações descabidas da sociedade, vamos pouco a pouco, novamente, retomando a atitude auto-comiserativa. Estamos perfeitamente treinados para chorar e fugir quando vemos os espinhos das provas. E devido à nossa falta de vigilância e vergonha de nossas imperfeições, somos incapazes de ajoelhar ao pé de nossa cama rogando forças ao Pai para transpor a tempestade. Não nos achamos merecedores do amor de Deus, ainda que esse seja infinito e verdadeiro para com todos.

Quando desenvolvemos um trabalho em nome do Cristo e se o desejo de nos modificarmos e ajudar outros irmãos em seu auto-descobrimento também é nossa alavanca propulsora, muitos se tornam inimigos ao longo do caminho. A busca pela postura verdadeiramente religiosa em um mundo onde a religião não passa de misticismo, até mesmo para os frequentadores de templos, é um caminho de abnegação e fé, vigilância e oração, amor em ação.

Muitos desafios surgirão. Muitos companheiros desistirão do trabalho. Muitos inimigos de cá e de lá, do além-túmulo, estarão 24h preparados para derrubar as bases de sustentação do trabalho do Cristo. Mas isso não é novidade e mesmo antes de Jesus caminhar materialmente sobre as terras da Galiléia, séculos antes, isso já era comum. Sócrates, um pensador e um dedicado porteiro das mentes embotadas dos seus amigos atenienses, foi condenado à morte, justamente por acordar as pessoas da devassidão materialista. Dizia ele ser impelido por uma voz interior. Era sua consciência crística a lhe indicar a Verdade. Vendo-se realmente como espírito imortal e tendo a plena certeza de que seguia as ordens de Deus e as considerava acima de quaisquer ordens humanas, Sócrates nada temeu face a sua acusação e condenação.

O medo, que nos paralisa, instaura-se naqueles que não têm fé. Fé não é esperança, mas certeza. A certeza de que Deus é amor, de que tudo nos convida ao crescimento íntimo. Se buscarmos em nossas vidas a fé divina e racional, conforme nos indicam os espíritos em O Livro dos Espíritos, saberemos ouvir a voz de Deus em nós. Aí, quando isso ocorrer, nada mais será motivo de escândalo, nada mais poderá parar nossa vontade de amar, seremos as luzes do mundo a iluminar o orbe.

Tenhamos fé. Perseveremos. O amor cobre a multidão de pecados.

Não tenhamos medo, pois Jesus está no barco conosco.

Amemos.

André Luís
Equipe do Blog


Responses

  1. Belo texto Geama.
    Obrigada!!!!


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