Publicado por: geama | 25/08/2009

Mãos na Obra: Quem?

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Olá, amigos visitantes do Blog do GEAMA! Estamos de volta e dessa vez iremos falar de um assunto mais simples, mas que nem por isso deixa de ser importante. A pergunta que nos fazemos é “Quem?”. Qual deve ser o público-alvo de um projeto de criação de um grupo de Arte Jovem em um Centro Espírita?

Quando iniciamos o GEAMA, tínhamos em nossas mentes, de forma clara, que aquele era um trabalho totalmente e exclusivamente voltado aos jovens que frequentavam o Centro Espírita. Contudo, essa idéia se mostrou bem maleável e nosso radicalismo não chegou a durar muito tempo. Percebíamos o interesse de pessoas com 30 anos ou mais em fazerem parte do grupo e tínhamos uma menina de 10 anos que ia a TODOS os nossos encontros, só para assistir e para acompanhar a sua irmã mais velha, que tinha 15 anos.

Devo dizer que não foi muito doloroso, nem mesmo muito difícil solucionar esse problema. Percebemos que o contingente de jovens entre 15 e 21 era muito maior que os que estavam fora dessa faixa etária e dessa forma vimos que a maioria não seria sobreposta pela minoria. Quando falamos de grupo de Juventude ou Mocidade em Centros Espíritas, vemos claramente que os jovens não se dão muito bem com os adultos, nem com as crianças. Se houver crianças demais no ambiente, ele se sente infantilizado ou ridicularizado e se, ao contrário, há muitos adultos, o jovem não se sente confortável para dar sua opinião, tem medo de errar e se vê sempre sendo julgado por eles. Por causa desse fator importante, tínhamos medo de misturar os mais velhos com os mais novos.

Contudo, seguindo as orientações dos Espíritos, lembrando dos ensinamentos do Cristo e amparados pelo amor de Eurípedes Barsanulfo, nós felizmente flexibilizamos a faixa etária com a qual trabalhamos e, qual não foi a nossa surpresa, vimos isso dar certo! Os jovens trouxeram seus próprios pais para fazerem parte do GEAMA enquanto os pais trouxeram seus filhos. A fraternidade é única e maior quando nos vemos como espíritos, não considerando tanto o fator “idade do corpo material”.

O contato com os mais velhos fez surgir uma maturidade incrível nos mais novos do grupo, despertando neles um sentimento de comprometimento, de vontade de estudar, melhorando sua auto-estima e, para completar, fazendo com que muitos desejassem ingressar em outros trabalhos do Centro Espírita nas mais diversas áreas, desde Evangelização até o Social (SAPSE).

O contato com os mais novos serviu de grande recordação para os mais velhos. A tolerância e a paciência foram exercidas e a visão que existia de um jovem “rebelde” logo se desfez. Os mais velhos deixaram de julgar os mais novos, lembrando-se de que já haviam vivido a sua época juvenil com os mesmos problemas e dificuldades.

Mensagem de Bezerra de Menezes dirigida aos jovens, através do médium Divaldo Franco, publicada em Novembro de 2005 no Jornal Mundo Espírita:
“Diga aos nossos queridos filhos que eles não são a esperança, eles são a realidade do amanhã. Diga que os Mentores da Humanidade confiam neles, na condição de construtores da Humanidade do futuro. Eles são o alicerce da sociedade infinitamente feliz. Diga-lhes que são a força, e os mais velhos são a Sabedoria. É necessário unir a força com a Sabedoria, porque a força que não tem discernimento transforma-se em desastre, e a Sabedoria que não tem força não pode produzir nada. Diga que eles são o futuro, mas devem cuidar do presente, porque se o presente não for rico de bênçãos, o futuro será assinalado pela tragédia. Diga que eles firmaram um contrato, no Além, para esta experiência. Todo o contrato tem cláusulas e algumas cláusulas que eles firmaram exigem-lhes alguns sacrifícios: saúde moral, boa conduta, entusiasmo na luta, não sintonizar com o mal. Diga aos nossos filhos
que perseverem no Bem.”

Essa mensagem de nosso querido irmão Bezerra de Menezes deixa muitíssimo claro essa idéia exposta acima. Contudo, vale lembrar que não estou falando apenas de um grupo de Arte. É certo que a mistura de idades em um trabalho com Arte só ajuda a fomentar ainda mais a criatividade e a amizade, mas existem outros trabalhos em um Centro Espírita, e eu tenho plena certeza de que Bezerra não se dirigiu a apenas um ou dois deles. É claro que cada trabalho exige uma forma específica de método e uma maturidade ou equilíbrio íntimo, mas isso não descarta a possibilidade de criação de estágios ou momentos de aprendizagem dos mais novos com os mais velhos, acelerando em muito o processo de amadurecimento e conhecimento, além da vivência ou experimentação.

O que fica, então, como resposta para esse tópico? Se há um irmão querendo ajudar, querendo trabalhar, querendo fazer parte da alegria fraterna de um trabalho, não diga NÃO. Procure o melhor caminho para inseri-lo no trabalho, exigindo o comprometimento que ele pode dar, mas deixando-o livre para decidir se deve ou não permanecer no trabalho. Ampare, ajude, compreenda e encha seu coração de AMOR. Todos são bem-vindos na casa do Pai. Colocando o amor em prática fica bem mais fácil resolver as coisas, pois estaremos SEMPRE amparados pelo Cristo. Uma forma prática de unir o grupo é através de integrações e confraternizações fora do Centro Espírita, criando um laço de amizade firme, o que deixará o grupo mais equilibrado para suportar as investidas e os obstáculos que surgirão.

Você vive uma situação semelhante em seu grupo? Está tendo alguma dificuldade com relação à idade dos participantes? Mande um email para nós ou deixe um comentário. Será que podemos nos ajudar mutuamente?

Um grande abraço e até o próximo Mãos na Obra

André Luís


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