Publicado por: geama | 20/07/2009

Mãos na Obra: Por quê?

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Olá querido visitante do Blog do GEAMA! Estamos estreando nosso Mãos na Obra! E você deve estar se perguntando o quê seria isso? Trata-se de um novo tipo de post ou notícia que nós teremos aqui no Blog. Abrimos este espaço para que vocês, trabalhadores espíritas, possam trocar conosco suas experiências com o trabalho da ARTE ESPÍRITA dentro de seus Centros Espíritas. É um assunto ainda um pouco tímido em muitas Casas espalhadas pelo nosso Brasil, mas que vem aos poucos ganhando espaço, graças a Deus, à coragem dos jovens e à visão madura dos mais velhos.

Para começar esta nova série de posts, achamos que um bom tema seria o “PORQUÊ”. Sim, por que montar um trabalho de Arte Espírita com Jovens em um Centro Espírita? Convidamos o nosso amigo André Luís, um dos membros do GEAMA, para nos falar sobre isso:

Já fui interrogado algumas vezes por jovens e evangelizadores de Juventude sobre esse assunto. Eu não me acho um “expert” nesse tema – aliás estou bem longe disso-, mas ao longo de minha atual encarnação vivi certas experiências que alguns jovens que estão chegando hoje no Centro Espírita desconhecem.

Minha infância no Centro Espírita foi recheada de peças teatrais e música. Talvez isso não seja muito diferente do que vivem muitos irmãos. Ao longo dos anos, eu vivi as mais diversas idéias dos evangelizadores, desde esquetes de natal até verdadeiras produções sobre drogas e obssessão. As composições musicais espíritas estiveram sempre presentes em nossas reuniões. Como era gostoso reencontrar amigos e cantar músicas que nos faziam refletir sobre o verdadeiro sentido da Vida!

Assim que alcancei a idade necessária para ingressar na turma de Juventude, por volta dos 14 anos, fiquei ainda mais envolvido com a Casa que frequentava e frequento até hoje. Como todo jovem, também sofri com os apelos do mundo material e tive uma adolescência recheada de altos e baixos, além da comum rebeldia contra meus pais e todos os que achavam que sabiam mais do que eu (e sabiam mesmo…). Esses apelos foram tão fortes que levaram embora amizades queridas que nunca mais retornaram. Vi muitos jovens chegarem na Juventude e um número maior indo embora. Mais nítida ainda foi a evasão juvenil quando alcancei os 18 anos. Era necessário deixar a Juventude e ingressar em um Curso Doutrinário (Evangelho Segundo o Espiritismo, Livro dos Espíritos, O Céu e o Inferno, etc…).

Éramos um grupo muito unido de amigos, contando cerca de 20 jovens que levavam muito a sério o estudo na Juventude. Nem todos tinham 18 anos, logo apenas alguns se afastaram. Não é necessário ser um gênio para entender que obviamente o grupo se desfez. Muitos largaram o Centro Espírita porque não conseguiam se adaptar à seriedade dos cursos com os adultos; estavam acostumados com a dinâmica e o entusiasmo dos estudos de Juventude. Ano após ano a mesma história se repetia.

A perda era muito grande, pois os trabalhos da Casa necessitavam de trabalhadores e somente chegavam voluntários com 30 anos ou mais, com pouco ou nenhum conhecimento sobre a Doutrina Espírita. Havia um grande buraco entre a Evangelização e os outros trabalhos. Pouquíssimos jovens se sentiam maduros o suficiente para deixarem de ser apenas “evangelizandos” e passarem a ser Trabalhadores do Cristo, doando o seu tempo, seu esforço e sua vontade em serviço no Bem.

Em 2004, a Coordenação da Evangelização de Juventude me convidou para ajudar na criação de um trabalho voltado para os jovens e adolescentes e eu vi uma luz no fim do túnel. Era um sonho se realizando. Montamos o GETEB – Grupo Espírita de Teatro Eurípedes Barsanulfo, e em nossa primeira reunião, em uma noite de sábado, contávamos com apenas cinco pessoas. Entretanto, assim que iniciamos os trabalhos de criação de peças teatrais e os estudos sobre Arte e Espiritismo, os Bons Espíritos trouxeram novos membros.

Hoje, o GEAMA – Grupo Espírita de Arte Maria Angélica  já conta com mais de 30 membros. Lembro-me da primeira vez que eu perguntei dentro da sala quem era trabalhador do Cristo e poucos levantaram a mão. Hoje, sempre que eu faço a mesma pergunta temos 100% de braços erguidos. É engraçado olhar para esses pequenos cinco anos de trabalho e lembrar de como nós pensávamos que seria. Tínhamos o desejo de criar uma verdadeira turma de Teatro, mas acabamos percebendo que o trabalho maior ocorria dentro de cada um dos membros do GEAMA. Através da Arte eu vi diversos jovens se  transformarem de forma clara. Cerca de 50% dos membros do GEAMA se dedicam a outros trabalhos dentro do Centro Espírita, seja na Evangelização Infantil, na Assistência e Promoção Social Espírita, ou seja ainda na recepção do Centro. Além disso, houve um aumento no número de jovens inscritos em Cursos Doutrinários. Alguns até fazem parte de dois cursos e trabalham em dois outros serviços além do GEAMA.

É incrível a mudança na auto-estima que o trabalho de Arte, a amizade real e a Fé podem realizar em um adolescente ou jovem. Não tenho a menor dúvida de que esse tipo de trabalho é fundamental e importantíssimo, pois quando cuidamos dos jovens estamos ajudando na formação dessa Nova Geração que irá pregar a Verdade, não com palavras, mas com exemplos. Essa é a missão dos Espíritas: Ide e Pregai!

Por que montar um trabalho de Arte Espírita com Jovens? Ué, para que tentar erguer o pináculo do Evangelho do Cristo sozinho, se há vários Espíritos encarnados esperando para nos ajudar? Basta que tenhamos paciência e saibamos mostrar quais são os melhores caminhos.

“Os jovens são a força. Os mais velhos, a sabedoria. É necessário unir a força à sabedoria, pois a força que não tem discernimento transforma-se em desastre, e a sabedoria que não tem força, não pode produzir nada” – Bezerra de Menezes

André Luís


Responses

  1. Como sempre vcs espalhando a luz das artes em nós… muito obrigado amigos por mais essa colaboração sem tamanho!!

    Beijos E SAUDADES!

  2. Oi, André Luís
    Estamos organizando um grande evento para evangelizadores no Colégio Militar no dia 13 de setembro. Será em torno de Artes e Informática, basicamente. Acho que o seu grupo poderia vir somar aos demais grupos de teatro que convidamos. Se vocês estiverem interessados, me passe um e-mai. Eu sou uma das organizadoras.
    Um abraço, Lucia Moysés – Coordenadora do Serviço de Evangelização do CEERJ.


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